Gestão Emocional e do Dinheiro

Um FoodEats aqui, um passeio ali, um móvel lá, uma blusinha a mais. “Tudo” dentro do planejado. A gente trabalha e é comum pensar que “dinheiro é pra ser gasto, ué!” “Poxa, eu mereço!”

Esses tipos de pensamentos são bem comuns, são mesmo legitimados pelas propagandas, pelo marketing, pelo crédito que te é dado sem pedir, pelos colegas, familiares, chefes.

E a gente aprende que só uma blusinha a mais não tem nada, nada ver com só um docinho a mais, só uma frustração a mais, só um, só hoje, só este.

Mas aí a gente olha em volta e percebe que o só hoje é quase todo dia (porque tem dia que a gente nem quer gastar nada, mesmo), e que aquela frustração não é só hoje e aquele docinho a mais não foi só um, aquela blusinha a mais não foi só naquele dia. Basta olhar seus últimos 3 meses do cartão. E se olhar bem, nem são grandes gastos. Na soma do ano eles assustam, mas no dia, no mês aquela prestação ou gasto nem pesa!

Não é aqui uma questão do número de dinheiros que se ganha, nem se você tem dívida, ou se além de gastar também poupa, não é nem uma questão moral.

Tem a ver com gestão no nivel individual de algo que também é coletivo: recursos. Sejam recursos para lidar com frustrações, desejos, necessidades, socialibildades.

Pra entender é só trocar dinheiro por energia. Só trocar a palavra. Você trabalha, gera dinheiro com seu trabalho, gera energia com ele. E pra trabalhar você gasta energia (dinheiro) também. Porque precisa manter o corpinho funcionando, uma casa ou uma estrutura pra esse corpinho habitar, conviver, aprender. Além disso, ninguém é robô,  então precisa também ter prazeres, relaxar, descansar. E tudo isso gasta energia e também gasta dinheiro.

Até tem diagnóstico relacionado ao problema de consumir em excesso. Também tem até explicação biológica pro comportamento compulsivo ou inconsciente para comprar (vide a disciplina Neuromarketing). Mas aqui a questão subjascente é o sentido da experiência de consumir que passa por (não)ter dinheiro, (não) ter escolha, (não) ter retorno da energia que investiu.

Essa reflexão passa pela nossa gestão emocional sempre que envolve mais que a sobrevivência e os apelos do MKT para te fisgar de guarda baixa.

Para você observar melhor como isso acontece experimenta isso aqui: vai sem fome no mercado, faz lista específica das roupas que realmente precisa e quer comprar. Faz agora a conta da diferença de dinheiros que vc vai gastar.

Gerir as emoções está no cerne disso. Está na gestão da energia que se escolhe gastar ou investir. Gastar é quando não retorna. Investir é quando você sente, no médio e longo prazo, a energia retornar.

Como que é essa questão pra vc?

Publicado em
Categorizado como Saúde Psíquica

Por Fernanda de Sousa Vieira

Mestre e Doutora em Psicologia pela FFCLRP- USP Psicóloga Clínica - CRP 06/101877 Especialização em Sexualidade Humana pelo PROSEX-FMUSP, Formação em Terapia Cognitivo-Comportamental pelo CETCC, Personal and Self Coach pelo IBC Formação em Esquizoanálise pela Escola Nômade de Filosofia www.bravepsico.com Siga no Facebook e Instagram @bebravepsico e no LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/fernanda-vieira-20a910b1

Deixar um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: