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Dá seus pulos e as habilidades sociais

Ninguém nasce socializado.

É um processo que desde que nascemos nos coloca (sim, somos colocad@s) em diversas caixinhas e pastas de assuntos que sabemos/podemos saber e sobre o que conversamos (ou não). Somos colocados em lugares, momentos em que podemos sair das caixinhas e mo entorno em que não somos adequad@s.

E isso acontece por várias formas simultâneas: desde o tete a tete entre coleguinhas da infância, os adultos que nos circundam, as descrições que recebemos a partir de modo como nos expressamos no mundo.

Algumas pessoas sentem que não têm habilidades de socializar. E isso pode ser tão grave que deixam isso se cristalizar ao ponto de evitarem fazer amigos, fazerem tudo para agradar os outros, procurar o anonimato como meio para mostrar quem são.

Falar para você dar seus pulos para desenvolver habilidades sociais pode parecer displicente e até desrespeitoso. Pois eu digo que não quero ir por esse caminho. É com muito respeito que eu falo que o caminho para desenvolver habilidades sociais é dar seus pulos. Como?

. De maneira geral, experimentando

. De maneira específica, se experimentando observar, copiar, inventar modos de se expressar. Que descrições e não qualificações vc faz de você?

Aí você me fala: “Mas o que os outros vão pensar de mim se eu sair por aí me expondo”?

Essa é a questão mais rica que se pode fazer: o que vão pensar? Como você vai fazer pra saber se não experimentar? De onde você tirou que não pode se expressar? Quem falou o quê? Quais foram as palavras e as intenções? Que elementos estavam envolvidos? Isso que você viveu no passado ainda faz sentido no presente? Quais as evidências a favor e contra seu modo de se expressar?

Na busca por respostas a essas perguntas, alguns aprisionamentos criados pelas narrativas que contamos sobre nós mesmos vão exigir que escapemos da “prisao”. Que saltemos para fora dela e experimentamos modos diversos de nós entrosar. Entender que cada ambiente vai exigir diferente ajustes, casa relacionamento tem uma curva de aproximação e aprendizado sobre nossos jeitos de ser. Muita gente acha que é preciso ter certeza de êxito para que possamos nos expor, mas isso não é segurança, é movimento delirante.

Podemos ter confiança, esperança de que nos sairemos bem e com isso, ensaiar passos rumo a fazer amigos, aprender a contar histórias, sentir que é simpático e gentil com as pessoas e isso agradar. Objetivamente, tem um monte de curso ensinando isso, mas curso de confiança só conheço aquele que se faz na prática cotidiana de se expor. E esse eu sei que funciona.

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