Auxiliares de enfermagem de uma unidade de agudos de um hospital especializado em psiquiatria: sua visão sobre a prática profissional e a clientela atendida.

Vieira, Fernanda de Sousa. Auxiliares de enfermagem de uma unidade de agudos de um hospital especializado em psiquiatria: sua visão sobre a prática profissional e a clientela atendida. Ribeirão Preto, 2012.

Na atualidade, entende-se que o campo do conhecimento da saúde mental é amplamente complexo e intersetorial, abrangendo muitos saberes. Muitos estudos sobre os cuidadores do sujeito com transtorno mental no Brasil, que revelam que apesar da mudança do paradigma no tratamento psiquiátrico – ocorrida na segunda metade do século XX – ainda há violações dos direitos dos pacientes internados, além do sentimento, na equipe de atenção, de certo desamparo e falta de conhecimento sobre o lidar com o paciente. Este trabalho teve como objetivo buscar conhecera visão de auxiliares de enfermagem de um setor de agudos masculino e feminino de um hospital especializado em psiquiatria do interior do estado de São Paulo a respeito de seu trabalho. mais especificamente, pretende-se conhecer, a partir de sua própria perspectiva, a trajetória e formação profissional dessas pessoas, o contexto institucional e as práticas cotidianas envolvidas em seu trabalho e suas concepções a respeito da clientela atendida. Foram entrevistados através da “história de vida temática” onze auxiliares de enfermagem. Essas entrevistas foram gravadas e transcritas na íntegra, e analisadas qualitativamente. A análise permitiu apontar os seguintes temas: suas trajetórias de vida, influências recíprocas entre a vida pessoal e do trabalho, a formação dos profissionais,o perfil do auxiliar, a rotina de trabalho e seus apoios a visão sobre o paciente psiquiátrico, sua família. Os relatos convergiram para a apresentação da maneira como se configura o trabalho do auxiliar de enfermagem, quanto às suas visões e condições para o trabalho cotidiano Considera-se que é importante promover a criação de espaços de reflexão, discussão e escuta entre os profissionais de saúde mental, dentro dos setting de trabalho, integrando principalmente os que lidam diretamente com o paciente, de modo que nesses espaços se possa conversar sobre questões da prática diária específicas, mas também transcender a elas; relacionando essa prática com repercussões da vida pessoal no trabalho, promovendo apoio ao trabalhador.

O presente trabalho foi realizado com o apoio da CAPES, entidade do Governo Brasileiro voltada para a formação de recursos humanos bem como pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico. Foi parte das publicações produzidas pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.

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