Perspectivas, pontos de vista e outros modos de pensar

Publicado em Deixe um comentário

E vamos falar hj sobre perspectiva dos outros.

E pra começar é necessário dizer que não existimos sozinhos. Parece óbvio, mas não é e quando a gente descobre isso, descobre também que esse tal de outro enxerga o mundo de maneira própria. E fala desse mundo também de maneira própria.

Em uma conversa, cada um expõe o que pensa e responde ao mundo como pensa ele. E o outro faz a mesma coisa.

Exemplo? Jogo de futebol. Agora tem até câmera opinando no jogo de futebol. Outro exemplo, a lei e suas interpretações, a poesia, a religião, a música… política… prova de matemática…

é, prova de matemática. Alguém aqui já discutiu c professor por acertar alguma questão tendo feito o desenvolvimento do raciocínio de maneira diferente do que o professor esperava? Isso acontecia direto comigo.

E esse é o tom da nossa conversa hj. Vc pode ter acertado no chute. O coleguinha acertou pq aplicou a fórmula mágica do Kibon e o professor esperava cálculos elaborados que você não fez.

É a mesma situação que acontece nas tretas de família por perspectivas diferentes. Todo mundo tem clareza que quer um mundo melhor pro mundo. Mas os caminhos pra falar disso divergem. Simples assim, só que tem sempre um que quer que seu modo de fazer o mundo melhor seja acolhido, acordado e seguido pelo outro.

E eu vou dizer… difícil… Como se criassem línguas distintas e não se entendem. Aí entra sempre um na conversa pra lembrar que são pontos de vista diferentes.

É, mas não é isso que está em jogo. O que está em jogo é entrar em contato com o mundo do outro. Isso é divertido, é intrigante e é irritante. E relacionar-se é entrar em contato, atrito e ser afetado pelo outro. Não é nem pessoal, nem pelo estar certo ou errado. Mas estar em contato com um outro que se importa e se afeta com a gente. E família tem o dom de trazer sentimentos como esses á tona! Quem nunca saiu de grupo, fez textão, postou indiretinha? Nem é pelo outro também é pra extravasar aquele sentimento de ser afetado. Porque a gente espera que alguém ligue, espera que alguém comente e nos faça voltar á razão…

Dito isso, quais as consequências dessa forma de levar as tretas em família por causa de perspectivas diferentes? A gente pode se afetar menos com coisas mental s necessárias e de repente descobrir que o primo quietão também tem uns argumentos bons pra contra argumentar nosso ponto de vista. A gente pode levar menos a sério e mudar de assunto, a gente pode deixar de lado a impressão de que a opinião do outro é provocação… a gente pode só trocar ideias.

Aprender coisas novas, contar pro professor de matemática que inventou um jeito diferente de acertar a questão que eu juro por Deus que não foi cola, não foi chute, foi o mais puro exercício de parar, pensar e ter um jeito próprio de resolver o problema!

Eu devia usar esse raciocínio para pagar os remetentes dos meus boletos, argumentar que deveriam pelo menos me dar um desconto por pagá-los em dia… mas eles, na perspectiva deles, não deixariam de chegar… e da mesma maneira não acho que seria possível que a gente se afete menos quando o outro expõe seu próprio mundo com suas próprias palavras… ou se indigne com o nosso jeito de pensar… é no final um se importando com o outro, se encontrando, se comunicando.

Texto retirado do podcast de minha autoria, Para e Pensa

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.