Preguiça, procrastinação e ócio: qual o espaço da criatividade no nosso cotidiano?

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Eu escuto muito uma mistura de significados dessas palavras. Todas elas abominadas pelo universo do trabalho tradicional. Felizmente, o mundo está mudando e os trabalhos também. Isso significa que os pesos da preguiça, da procrastinação e do ócio vêm mudando também.

  • No mundo em que somos viciados em café, dicas de motivação e produtivismo com cara de produtividade, o marasmo de não fazer nada é entendido como ruim por dar sensação de vazio. Ao mesmo tempo a sensação também é de descansar, sendo algo reservado e desejado ao final de semana, mas sempre interrompido pelo pensamento recorrente e irritante de que não é algo permitido.
  • Esse é o paradoxo que alguns sentem que é prejudicial, pois não parece produtivo enquanto não é possível produzir.
  • Os magos da produtividade avisam em letras garrafais, mas muita gente não presta atenção: tempo de não fazer nada, sentir preguiça, procrastinar e ficar ocioso faz parte! É a atitude em relação a esses sentimentos e comportamentos que faz toda a diferença. Se culpar não muda nada e só piora a sensação de incapacidade.
  • Lanço aqui, portanto, dois desafios para você que quer repensar seu tempo de descanso e as possibilidades que ele abre para você em termos de criatividade: um é de nível iniciante e outro é nível hard.
    • Nível iniciante: coloque o tempo ocioso e a procrastinação na sua rotina. Faça isso se colocando descansos e prazos.
      Nível hard: deixe essa experiência vir espontaneamente, acalme seu coração e siga em frente aproveitando o momento de procrastinação como um momento de autocuidado e melhora da sua autoestima.
  • Responda então a si mesmo: será que esse tempo não te deixa mais criativo e capaz de ter compreensões sobre sua realidade ao invés de só reproduzir fórmulas de sucesso?
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