Suicídio: uma conversa que não quer calar

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A ideia de tirar a própria vida pode ser uma comunicação de tirar, de uma maneira extrema, sofrimentos muito intensos. Nesse sentido, é uma conversa que não pode ser ignorada.

Ao contrário, dar valor a essa fala de maneira aentender e despertar jeitos alternativos para lidar com o sofrimento pode abrir portas para entendermos (nós mesmos e a pessoa que expressa essa vontade) e encontrarmos formas de ajuda e de ressignificação do sofrimento psíquico.

Isso é tão importante que tornou-se assunto de saúde pública. Ao ponto de ser uma pauta do Ministério da Saúde Brasileiro e fazer parte de um conjunto de indicadores de saúde, especificamente o da saúde psíquica. Também há iniciativas da sociedade civil para lidar com essa questão, como por exemplo o Centro de Valorização da Vida (CVV), em que pessoas treinadas podem prestar ajuda em relação à prevenção do suicídio.

Essa ajuda do CVV é gratuita e disponível a qualquer hora do dia ou da noite. Há vários canais de contato, seja pelo site www.cvv.org.br, seja pelo telefone 188. 

Além dessa ajuda, a identificação e ativação de redes de apoio podem auxiliar a pessoa, no curto prazo, a lidar com a ideação suicida e a prevenção de tentativas de suicídio.  As redes de apoio podem ser familiares, amigos, parcerias amorosas, profissionais de saúde, serviços de saúde, lideranças religiosas. O foco dessas redes é oferecer situações e ambientes de confiança onde a pessoa possa se expressar e ser acolhida. A conversa sobre o suicídio nessas redes precisa passar pelo entendimento de que não é “frescura”, não é “tentativa de chamar a atenção”, não é “piti”, e não é verdade que “quem quer se matar, não avisa, faz”. Ao contrário, é uma manifestação de sofrimento que deve ser levada em conta com seriedade e auxílio de profissionais de saúde e pode ser prevenida.

No longo prazo, tanto para a prevenção como para o cuidado após a tentativa de suicídio, essas redes precisam manter seu funcionamento e estender sua ação no dia a dia da pessoa. Isso para estender oc uidado, acolhimento e reflexão de outras maneiras de lidar com o sofrimento. Para isso, é importante o acompanhamento junto a profissionais de saúde que orientem a rede de apoio, bem como apoiem e acolham a pessoa em sofrimento.

Mais informações acesse o site: https://www.cvv.org.br/links-uteis/

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Um comentário sobre “Suicídio: uma conversa que não quer calar

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