A culpa (é) da família

Publicado em Deixe um comentário

Em quase todos os textos que eu li sobre esse tema, eles começam dizendo da culpa relacionada à religião, mas não é sobre isso que eu vim falar aqui hoje.

Eu vim falar da culpa nossa de cada dia. Falo hoje do sentimento que surge quando a gente acha que deveria fazer alguma coisa e não fez. Ou do sentimento que surge em resposta a reação de pessoas próximas por quem temos bons afetos e que dizem pra gente que deveríamos ter feito algo e não fizemos. Essas duas situações podem ser face da mesma moeda, e respostas a expectativas nossas e de quem nos cerca.

Pois a culpa esconde alguns outros sentimentos que se confundem com ela e esclarecer pode ser interessante até pra nos livrarmos do peso desnecessário.

Culpa pode esconder o sentimento triunfo de ter transgredido regras. Como por exemplo, o menino que brinca tanto que quebra alguma coisa na casa e é chamado atenção por isso. E sentimentos se misturam. Estava gostoso brincar, mas não é gostoso quebrar algo e deixar a mãe brava. O menino sente culpa.

Sentimos culpa por sentimentos negativos que temos em relação a algumas situações ou comportamentos de algumas pessoas, engolimos seco pra não magoar e dizer que nos incomodamos e sentimos culpa por não ter conseguido evitar que isso se repetisse.

A vida segue e crescemos, o menino cresce e é muito comum engolir a culpa com comida, bebida, compras, experiências compensatórias. Mas nada de pensar na culpa, no máximo pedimos DESCULPA, pros outros e pra gente. Mas não nos responsabilizamos em sentir a culpa ou evitar algo que vai nos trazer certamente o sentimento de culpa.

Papo pesado. É, mas aí a gente ensina os filhos a pedir desculpa e a sentir culpa, e nos sentimos culpados em não fazer mais que isso, ao invés de nos responsabilizarmos e ensinar nossos filhos a se responsabilizarem e sentirem menos culpa em não corresponder a suas expectativas, dos pais e deles menos… de repente, isso pode ter como consequência lidar melhor com frustrações… de repente.

Texto retirado do podcast de minha autoria, Para e Pensa

Somos todos imaturos

Publicado em Deixe um comentário

Você se acha uma pessoa madura? E em família, você se considera uma pessoa madura? Devo dizer que somos todos imaturos. E não estou falando que maturidade se associe a ter sangue de barata ou ser sempre o da turma do “deixa disso”, evitando discussões. Também não estou falando de um estado de plenitude, que dura pra sempre, que não varia de assunto pra assunto, nem de relação pra relação. Na verdade é todo o contrário disso!

É provável que você se porte de maneira considerada madura em situações de menor intimidade, de menos confronto e menor história compartilhada. Mas em família, somos praticamente outras pessoas, talvez pela intimidade, pelo conforto, pelas nossas relações.

Mas falando de maneira simplificada, maturidade estaria ligada à prontidão para alguma coisa, seja uma prontidão física, como falar, andar, seja prontidão para ter alguns comportamentos, como por exemplo uma criança ser capaz de controlar seu choro, ou psicológica, que pode ser a habilidade de analisar situações e responder a elas de maneira considerada adequada.

Complementando isso, algumas teorias consideram que construímos nossas relações na nossa maneira de conversar e somos construídos por elas. Assim, portar-se de maneira madura não seria um estado de espírito, não é algo perene, mas dependeria de quem está envolvido, das situações, das compreensões sobre o que se entende como maduro.

Outras teorias da Psicologia falam que o desenvolvimento da maturidade emocional estaria ligado a ambientes seguros ditos suficientemente bons que nos permitiriam sermos atendidos nas nossas necessidades, mas também sermos frustrados. Isso permitiria a nós responder as situações com autenticidade e criatividade.

Por exemplo, a habilidade de se colocar no lugar do outro seja do tio, do primo, do filho, do pai, do irmão e perceber que existem diferentes modos de pensar sobre as situações, respeitar as próprias opiniões e conviver no meio de tudo isso.

E por conviver eu quero dizer ás vezes se calar, conversar, discutir, ás vezes nos impor, se afastar, se explicar.

Pra falar fácil, que é nosso jeito de conversar aqui, a maturidade estaria ligada à flexibilidade. Está no “ás vezes”. Agir às vezes assim, às vezes assado. Selecionar quando e como reagir. Quando se calar, quando conversar, quando se impor, quando se afastar. Quando acolher e quando relevar.

Assim, Maturidade comumente mais parece tema ligado á idade. Mais velho, mais maduro. Ao menos, espera-se. Mas não é assim não!

Nessa questão, a gente esbarra em algumas palavras relacionadas a maturidade. Responsabilidade, por exemplo, mas essas palavras não se confundem. Não é porque somos responsáveis, atendemos às expectativas dos papéis que desempenhamos que somos necessariamente maduros. Por exemplo, somos capazes de ser pais, mas nem sempre somos capazes de sermos bons pais, suportar sermos frustrados no que nossos filhos nos desafiam. Somos capazes de morar sozinhos, mas não somos capazes de nos cuidar com autonomia, necessitando sempre que alguém nos diga como fazer alguma coisa.

Tem outra palavra que sempre é associada a maturidade, moral. Eh, geralmente só quem é considerado maduro tem moral pra falar da vida dos outros… hum… Isso é moralismo, maturidade mesmo estaria mais ligada a respeitar o momento do outro, na verdade do outro. Mesmo que esse outro te afronte, te diga coisas descabidas e sem sentido. Esse outro que afronta está de fato falando com você? E aí maturidade é sair de fininho e deixar o outro falando sozinho, porque de fato ele não está falando com você.

Maturidade também tem sido relacionada com a palavra coerência… numa ideia de que ser maduro é ser coerente o tempo todo. Então… não, ser humano por definição só tenta ser coerente… não dá pra ser coerente o tempo todo! E aceitar isso pode sim ser sinal de maturidade… pensa nisso.

Em família á vezes ser maduro é rir da situação, deixar de achar que comentários são ataques pessoais, é pedir desculpa, é relaxar e contar piada. É trocar de assunto.

Pessoal, já deu pra notar que o tema da maturidade é difícil e portar-se de forma madura no ambiente familiar é desafiante. Se a família é o espaço de proporcionar desenvolvimento emocional para seus membros, pra nós todos, vale a pena investir nessa questão. A terapia, a reflexão e o autoconhecimento são as melhores ferramentas pra gente procurar diminuir a nossa imaturidade e aceitar a imaturidade do outro.

Texto retirado do podcast de minha autoria, Para e Pensa

Sobre ser mãe

Publicado em Deixe um comentário

Eu não sabia que era tão difícil. Filho não vem com manual, mas tem muita pesquisa na Psicologia ajudando terapeutas, educadores e outros professores a apoiarem pais no processo difícil de criar filhos.

Sendo mãe, desde a gravidez, tudo na vida da gente muda. Nosso corpo, vou dizer é o de menos! Mudamos nossa rotina, nossas escolhas, nossa identidade.

Nosso corpo se transforma.

Por dentro, nosso corpo ele estica, desequilibra, se adapta para caber um serzinho que a gente ama apesar de conhecer só por fotografia.

Por fora é cabelo que fica lindo, volumoso, depois cai. A pele que fica radiante e depois sobram olheiras. Temos fome que nos engordam e leite que damos e nos emagrece. O peito que fica lindo, empinado, cheio de leite e depois que o bebê mama, ele cai! A roupa que cabia e não cabe mais! Manchas de comida e outras “cossitas mas” na roupa limpa que a gente acabou de trocar! MAS, SEMPRE TEM UM MAS… Tem abraço apertado, olhar vidrado e sorriso banguela que completa o look “sou mãe”.

A rotina muda desde a gravidez: o tempo passa devagar e rápido ao mesmo tempo. Durante os meses de enjoo no começo da gravidez a gente sente que isso não vai passar. A barriga parece que não cresce. O sono vem e deixa a gente mole, ás vezes esquecida, chorosa, briguenta… O peso das nossas obrigações vai ficando pesado, do tamanho da barriga. Há, claro, as gentilezas: nas filas, transportes, gente que antes nem olhava passa a olhar para aquele corpo reluzente de mãe. É tanta atenção, tanto carinho!

Nossas escolhas vão mudando também. Antes era lanchinho, cerveja, pão, doce, ketchup, pimenta. Agora tem que comer pra dois. Não em quantidade, mas em qualidade. Nutrir o bebê com alimentos bons e bons sentimentos. Nossas relações mudam. Do marido/parceiro(a)/companheiro(a) até a nossa mãe. Imaginamos o que passam, mudamos de humor e nos sentimos carentes, mudamos de humor e nos sentimos tristes, mudamos de humor e nos sentimos a leoa que nos tornaremos mais pra frente. Acompanhar essa gravidez não é fácil pra ninguém! E as dores, a azia, o sono e a falta dele? E a barriga cresce, e vamos mais ao banheiro, choramos, mudamos de humor. Aquela ida na balada já não aguentamos como antes, aquela subida de escada já parece demais. Pequenas coisas mudam nossa rotina. Pra sempre?

O que mais mudou pra mim foi a identidade. De alguém com nome passei a ser a mãe do mocinho com nome. Antes eu era eu. Hoje sou também eu, mas sou outras coisas mais: sou mais corajosa, sou aquela que deixa de comer a comida quentinha, sou a que dorme quando dá, sou a que trabalha quando dá, a que se procura a todo tempo nas próprias coisas e se acha num olhar do meu bebê que mama. Silenciosamente. Shiii… Dormiu!

E essa é a hora em que a gente pode tomar banho, pode lavar louça, pode dormir, ir no banheiro, namorar, trabalhar.

Comunicação emocional e o mundo multitela

Publicado em 1 comentário

Você já se pegou recebendo uma mensagem que te emociona ou fala uma grande verdade, óbvia até, pelo aplicativo de mensagens?🤓 Alguma pessoa que estava do seu lado, já te mandou um emoji só pra você prestar atenção que ela estava ao seu lado e você nem tinha percebido?🥺 Já mandou uma mensagem dessa pra alguém?😕
Respiramos por aparelhos, vivemos entre telas, já percebeu isso?😳 Há quem observe falta de educação teclar a mesa 🤭, outros só se reconhecem ou reconhecem o outro por meio dos likes em redes sociais👹. Outros sempre usam referências de séries, novelas, filmes para se expressar… há quem só tenha dois neurônios: uma para lembrar de anotar no celular e outro para ler o que escreveu.✍️ Sem memória, sem crítica, o celular (tablet, notebook, icoisas) se torna senhor das nossas tarefas, saúde, e nossos relacionamentos interpessoais. Enfim, se for pensar muito da até crise de riso😹 e choro😿 ao mesmo tempo! Existem até novos diagnósticos ligados ao uso excessivo das telas.
Às vezes me pego olhando absorta em uma tela🤖. Fiquei pensando nesse meu hábito. O que eu diria pra mim se me filmassem ou tirassem foto desse momento? Que cara boba! Parece hipnotizada!
Leio muitos artigos sobre a criação de crianças e as mídias digitais como problema em termos de uso em excesso e como ferramenta de aprendizagem do mundo. Quero hoje falar sobre a nossa capacidade de comunicação emocional em um mundo de “multitela”.
Acho que antes dessa revolução das telas, as musicas eram modos com os quais a minha geração se comunicava emocionalmente: das serestas e serenatas do tempo dos meus avós e bisavos aos clipes de Michael Jackson e linkin park, Lady Gaga…🎧 enfim, parecia que as músicas falavam por mim e para mim. Elas ainda falam, mas observo que os memes e emojis são muito mais usados pelos frequentadores de redes sociais e recebo menos poesias que imagens e montagens como forma de exposição de experiências emocionais.
Parece que a música e o ouvir deram lugar aos desenhos, carinhas, fotos, gifs, vídeos: os filmes e series se tornaram referência, cenas viram memes e reproduzem aquilo que sentimos e.x.a.t.a.m.e.n.t.e.
Já prestou atenção no modo como você pensa seus pensamentos? Ícones e memes aparecem na sua tela mental como formas de expressão de pensamentos? Como você expressa que está triste, por meio de smileyfaces? E frustrado, esquecido, aliviado? Vc se reconhece nos emojis? Já postou um emoji e se olhou no espelho? Já mandou emojis e foi compreendido ou mal compreendido?
Precisamos lembrar que eles foram criados porque as palavras não tinham a entonação daquilo que gostaríamos de dizer no mundão digital. Hoje é o contrario que acontece. Nos faltam expressões verbais, emocionais, faciais, silêncios e barulhos para nos expressar com clareza, ou melhor não nos falta nada disso. Nos falta um dicionário do outro que nos permita compreender e ser compreendido. E por mais que tentemos, é possível que tenhamos dificuldades em nos expressar quando sentimos o peso das emoções mais elaboradas. Choramos. Rimos. Gritamos, mas esses são recursos usados por bebês de meses para se expressarem. Com o passar do tempo, em que melhoramos?
Responda com sinceridade: Somos capazes de não sermos binários (ou seja, de pensar que nem tudo é sim ou não, azul ou rosa)? Somos capazes de mudar de ideia (de escutar uma nova ideia)? Somos capazes dar sentido ao que sentimos ao invés de reproduzir compreensões? Somos capazes de reconhecer emoções em nos mesmos e nas pessoas com quem convivemos (não vale interpretar segundo nossa própria lógica, mas na lógica do outro). Somos capazes de nos expressar e guardar memórias de momentos emocionantes sem usar a câmera do celular? Sem olhar se daria uma boa foto? Somos capazes de nos reconhecer nas nossas expressões faciais? Se tirarem uma foto sua neste, que expressão facial você teria? O que ela expressaria em termos de pensamentos e emoções?
De que maneira você reconhece a nuance de suas emoções? Onde você coloca as emoções não nomeadas? De que jeito as expressa? Porque também temos emoções que não sabemos que sentimos ou nomeamos. Onde as colocamos? Que emoji escolheríamos para expressar elas?

Por que não procuramos psicologos?

Publicado em Deixe um comentário

woman holding gray ceramic mug
Foto por bruce mars em Pexels.com

Para escrever esse artigo sobre o porque não procuramos psicólogos quando precisamos de um vou sair momentaneamente do papel de psicóloga e entrar no papel (que também vivo) de paciente/cliente de um psicólogo (a). Sim, também nós psicólogos vivemos esse papel, pois também somos pessoas e também nós encontramos muitas vezes dificuldades em cuidar dos nossos sentimentos e comportamentos.
Nem sempre sentimos que estamos sofrendo tanto assim
Isso pode acontecer mesmo quando vários de nossos amigos e parentes percebem que poderia ser de grande ajuda ter um profissional que nos ajude e acompanhe a cuidar de nós mesmos. Mas mesmo que seu sofrimento pareça menor que o de outras pessoas que você conhece, ou sua história de vida não tenha sido tão dramática, não podemos subestimar nossos sofrimentos. Às vezes precisamos de ajuda para tomar decisões, às vezes precisamos de um ouvido que mais que nos escute, nos ajude a nos escutar. Talvez seus amigos estejam dando a melhor ajuda que podem oferecer quando sugerem que procure um profissional.

Psicólogo não é para mim
Ás vezes, achamos que Psicólogos cuidam de loucos ou de não tão loucos, seja porque achamos que não estamos precisando tanto assim como também que precisamos de algo “mais forte”! Essa imagem da Psicologia e dos Psicólogos é um mito. Eu mesma, antes de fazer o curso de Psicologia tinha pouca informação sobre o que um Psicólogo clínico fazia. Ele só conversa? Ele vai me julgar? Ele é facilmente substituível por amigos, que têm a vantagem de ser “grátis”? Ele não vai te entender porque só você sabe o que passou? Outras atividades podem substituir a psicoterapia?
Essas imagens correntes em conversas cotidianas nem sempre retratam com fidedignidade o trabalho de um Psicólogo Clínico. A função de um Psicólogo é ajudá-lo, acompanhá-lo, orientá-lo em seu desenvolvimento psicológico, na promoção de melhora na sua saúde psíquica, no tratamento de transtornos psicológicos e psiquiátricos. Para isso, ele estudou sobre várias áreas da Psicologia, provavelmente fez pós-graduações, investiu em psicoterapia pessoal, trabalha com base na Psicologia como Ciência e obedece e segue um código de ética regulamentado para poder atende-lo.
Outras atividades podem ser também terapêuticas, mas a finalidade da psicoterapia é procurar não só o alívio do sofrimento, mas também recursos para que você cuide de si mesmo e lide melhor com seu cotidiano.
Ou seja, um Psicólogo Clínico é um profissional que se ocupa do estudo da saúde emocional, seja porque você está em sofrimento psíquico que tem por base um transtorno, um momento difícil, um período de reorganização da vida ou uma vontade grande de melhorar algum aspecto da sua vida, SIM, UM PSICÓLOGO É PARA VOCÊ SIM!
Mas eu tomo medicação

Uma questão que interfere na procura por ajuda é a crença que o tratamento psicoterápico pode ser substituído pela medicação psiquiátrica. Estudos vêm mostrando que o uso da medicação para problemas psíquicos têm melhores resultados quando associados à psicoterapia e ao apoio psicossocial. Essas medicações, como toda medicação precisa de acompanhamento, e atuam em aspectos biológicos do funcionamento psicológico. Um psicólogo não pode prescrever medicações, mas trabalha em conjunto com psiquiatras e outros médicos para associar tratamentos e intervenções.
Ou seja, de maneira complementar, o acompanhamento com Psicólogos podem ajuda-lo na aquisição de novas ferramentas para cuidar de si mesmo, na reflexão sobre aspectos disfuncionais da sua vida na mudança de hábitos e padrões de comportamento. Um psicólogo não é capaz de curá-lo, mas ajudá-lo no processo de recuperação e melhora do sofrimento.

Psicoterapia é muito caro
O preço de uma sessão de psicoterapia pode inicialmente assustar, ainda mais quando é recomendado uma sessão semanal, ou até mais sessões. No entanto, gostaria de perguntar para você: Quanto você gasta com você mesmo quando está sofrendo? Quantas vezes você compra coisas por impulso só para sentir-se melhor? Qual o custo do seu sofrimento e que relação você consegue fazer com a sua vida financeira?
Há psicólogos que cobram preços que talvez não caibam no seu orçamento, mas nem todos são assim! Entre os psicólogos que conheço, negociam valores e é possível que você encontre alternativas para ter acesso ao acompanhamento de psicólogos, como clínicas sociais, clínicas-escola, instituições públicas…
O acompanhamento com o psicólogo não é necessariamente pela vida toda. Às vezes esse acompanhamento pode ser breve, às vezes pode demorar alguns anos, você quem escolhe. Alem disso, ele não deve ser pensado como um gasto, mas como um investimento, que pode fazer parte do seu planejamento financeiro.

O importante é cuidar da sua saúde psíquica e um psicólogo pode ser uma das possibilidades de ajuda que você pode encontrar e lançar mão para cuidar melhor de si mesmo!